Não há condições

Ao longo dos anos este blog foi sendo encontrado, por acaso ou por pesquisa, e fui perdendo aquela liberdade total que tinha de escrever o que me ia na alma fosse sobre o que fosse. Ia para o vazio e pronto, era como gritar do alto de uma montanha, ninguém ouve mas faz bem à alma.

Depois empregadores e clientes do tempo da navegação profissional encontraram isto, tive que apagar certas coisas e comedir-me a falar de matérias  profissionais. Depois alguns amigos , e aí não havia problema nenhum mas lá se ia perdendo o anonimato. A seguir , já a viver aqui , alguns vizinhos, e  aí muita calma, isto é pequenino, há mal entendidos e coisas mal interpretadas ou bem interpretadas mas que podem ser levadas a mal, e junta-se  a desconfiança comum que em certos meios se dá a pessoas articuladas.  “Bem falante” e “bem pensante” não são propriamente elogios. Além disso ninguém a não ser pessoas que prezam e ambicionam fama que ver detalhes da sua vida conhecidos por pessoas que vê regularmente e com quem convive. A seguir, e ainda estou para perceber como foi possível uma coisa dessas, a minha querida mãe encontrou isto, e quase a cada post “que lá chega” recebo um telefonema. Preocupa-se e eu não quero que ela se preocupe.

Já há demasiada gente próxima a ler isto  e eu vejo-me a pensar com calma  antes de  escrever, a pensar  como é que isto vai ser lido por todas estas pessoas, perdi a liberdade dos meus gritos do alto da montanha, dos meus exercícios egoístas, dos desabafos e da minha crítica livre a tudo o que me rodeia, seja na vizinhança próxima ou distante.

Ou começo a limitar-me a formatos de crónica impessoal, a diluir o veneno e a conformar com o raio da imagem que quero que tenham de mim, ou tenho que parar com isto. Todos queremos  passar  uma determinada imagem, quer admitamos quer não. “Qual é o mal em conhecerem as tuas opiniões e pedaços da tua vida?”  Mal, mal não é nenhum, mas isso é só até ao dia em que o mal aparece.

As coisas nunca me correram bem de cada vez que tentei deixar de ser um gajo reservado com tendência ao isolamento e à introspecção, e ao estar a alardear a minha reserva e introspecção estou a traí-las. Tenho nesta altura bastantes e variados problemas, cansaços , lutas que não sei se vou conseguir ganhar e outras que sei que já perdi, estou só à procura de uma  rendição honrosa. Nenhum desses problemas se atenua por os estar a comentar aqui , e podem mesmo agravar-se .

Faço por isso uma pausa, não há o radicalismo de apagar isto, nem sequer digo que acaba, mais mês menos mês há-de aparecer aqui alguma coisa, mas por agora tenho mais é que me calar .

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O Ciclo

Levo perto de 30 anos num ciclo que funciona mais ou menos assim:

1 – Estou sozinho e vivo bem com isso

2 – Começo a estar tão satisfeito com a vida e comigo próprio que, inadvertidamente, começo a abrir as defesas contra romantismos e envolvimentos emocionais.

3 – Conheço uma pessoa que  me atrai e que é simpática para mim e invento logo uma longa metragem, baseado em nada excepto simpatia comum e fantasias.

4 – A realidade manifesta-se e o objecto do desejo acaba por se afastar, havendo ou não conhecimento mútuo no sentido bíblico do termo.

5 – Passo meses , às vezes anos, com uma fixação deprimente até que muito lentamente faço as pazes comigo e com o mundo e o resto das pessoas em geral.

6 – Volto ao ponto 1 .

Só estou em frente ao computador em vez de já estar na cama a ler porque espero (foi-me  dito que hoje, o mais tardar ) uma mensagem , uma resposta a uma daquelas cartas em que faço figura de urso e quando percebo que fiz figura de urso já é tarde, já foi . Já não creio que chegue mensagem nenhuma, mas se chegar aposto que sei o conteúdo, já vi este filme . Admiração,  lamento  que seja assim,  és um gajo especial, nunca foi minha intenção, quero muito ficar tua amiga.  Talvez me engane, quem me dera. Só espero que não inclua o clássico “neste momento não quero nenhuma relação”, sinal seguro  de que dentro de uma semana está numa.

Vou agora macerar lentamente durante uns meses, até já tenho uma playlist, esperar nunca mais a ver  e aguardar o regresso ao ponto 1 do ciclo.  Já desisti de pensar que desta é que aprendo , se nem vindo viver para uma ilha pequena e remota me salvei disto é porque não dá.

Há  grandes melhorias  em relação aos primeiros 20 anos do ciclo : agora tenho dois cães e adoro o sítio onde vivo. E também aceito tudo muito melhor,  já sei que é mesmo assim. Como se diz aqui, é isto e disto não passa.

No dia 23 voei para Lisboa preparado para me despedir do meu irmão mesmo que ele não se conseguisse despedir de mim.  No meio de toda a angustia  e tristeza, um ponto de luz : estou em paz com ele, e a melhor maneira de ir ou ver ir é essa.

Os médicos  disseram,  2 ou 3 dias depois de ele ter entrado nos cuidados intensivos , que a situação era crítica, para nos prepararmos e que pelo que os exames mostravam as lesões cerebrais eram incompatíveis com a vida. A frase lesões cerebrais incompatíveis com a vida  não me saiu da cabeça dias a fio e   ficou gravada .

Bom,  nos últimos 3 dias o meu irmão acordou do coma, saiu dos cuidados intensivos e já reage. Extraordinário. Estou radiante.

Passei uma semana em Lisboa mas acabei por voltar a casa  deixando o meu irmão como o encontrei, em coma e com  toda a gente à espera. Teria ficado e suportado bem a vida urbana que acho insuportável em circunstâncias normais mas não podia abandonar o meu trabalho e responsabilidades por mais tempo e o que é certo é que para o meu irmão é igual. Para a família seria talvez melhor eu ficar mas se a vida dele está em suspenso as outras têm forçosamente que continuar.

Prova-se mais uma vez que não há riqueza maior , a seguir à saúde, que ter amigos. Foram e  continuam a ser tocantes não só as mensagens de apoio, que são fáceis de mandar, mas as ofertas de ajuda para o que for preciso, que não são só genuínas com já foram aceites várias, e oferecidas prontamente e com toda a boa vontade.

Igualmente mais uma vez se prova que podemos passar a vida consumidos em preocupações com uma dada coisa e depois o que acontece é algo que nunca nos passou pela cabeça e nos apanha na curva, mostra o que valem essas preocupações com cenários e possibilidades remotas ou menos remotas.

O meu irmão está nos cuidados intensivos neurocríticos em S.José, um amigo mais perspicaz ( que veio da Alemanha para o ver) reparou no autocolante da manutenção de um dos elevadores: expirou em 2017, por lei aquele elevador devia estar selado e no entanto continua a trabalhar, e num hospital. É o elevador 16, que teve a última vistoria nos tempos horríveis da troika e do carrasco do Passos, agora no Tempo Novo há dinheiro para reduzir os horários de trabalho mas como não é elástico não pode chegar a tudo. As histórias de falhas de equipamento e material repetem-se diariamente, hoje ouvi na rádio que o tempo de espera pelo atendimento das chamadas para o 112 tem chegado aos 8 minutos quando a recomendação legal é 7 segundos. O chefe do sindicato diz que falta pessoal, os directores dos serviços , seguindo uma explicação inventada pelo Costa, dizem que se deve a picos de utilização, ou seja, mais uma vez as falhas nos serviços devem-se à utilização que as pessoas fazem deles , é uma maçada.

Relembro que estes governantes, amparados pela pessoa que ocupa o cargo de Presidente da República, tiveram o desplante de afirmar que a redução do horário de trabalho de 40 para 35 horas semanais não se ia reflectir nos custos e na eficiência dos serviços. Ora , eles mentem por deformação profissional mas acreditar numa coisa dessas, como tantos milhares acreditaram, já revela um nível de ignorância que se calhar devia ser incompatível com o direito de voto.

Voltando à condição do meu irmão, a religião tem mostrado toda a sua utilidade, fornecendo às pessoas não só uma esperança de que é possível um desenlace positivo apesar de provas quase esmagadoras contra essa possibilidade como o conforto de poder ocupar o tempo com orações que além de funcionarem como meditação que tranquiliza a mente podem supostamente influenciar esse mesmo desenlace. Evita-se o desespero e tem-se uma narrativa que, se não se explorar nem avançar demasiado o raciocínio, explica e justifica o acontecimento .

Para mim não, já me disseram da melhor vontade e bondade que não me revoltasse, eu retorqui que a condição essencial para haver revolta é reconhecer uma autoridade superior, não a reconhecendo não é possível haver revolta, que por definição tem que ser contra alguma coisa. Continuo receptivo a que me expliquem sem recorrer a “é um mistério insondável” que raio de plano ou objectivo desenhado por uma entidade de amor infinito é que exige fazer 5 criancinhas órfãs e mergulhar duas famílias  em confusão e dor, porque é que um ser omnisciente e ominipotente não consegue levar avante os seus planos e desíginios sem precisar destas coisas. Não sabem responder, sejam leigos sejam teólogos, não conseguem ir além do mistério, para mim não chega, lamento. Também lamento que os clérigos consigam à segunda feira apelar à oração como forma de influenciar um desenlace e à terça, perante um desenlace negativo, dizer que tudo está  conforme o tal plano. Ora se é um plano,  já está feito e sendo divino é perfeito, por isso não serve de nada tentar mudá-lo com preces, mas isto já será raciocínio avançado demais para estas pessoas.

E como lido eu com isto, sem esse apoio espiritual que permite fechar a porta à Razão? Com tristeza profunda e aceitação das leis da biologia a física e limitações das possibilidades humanas,  com  a noção de que somos organismos vivos e como tal vamos invariavelmente todos morrer e que os acasos e possibilidades de algo nos matar são incontáveis,  sempre presentes e incontroláveis.  Acredito que há muitas coisas que não conseguimos explicar mas ainda que o meu irmão se levantasse e falasse amanhã isso não me faria crente, antes pelo contrário, far-me-ia questionar mais ainda esta ideia de um deus que permitia 3 semanas de agonia só para fazer no fim o que podia ter feito no princípio. Seria uma maneira sádica de demonstrar poder, e isso é incompatível com a noção de deus de amor em que os cristãos acreditam. A história de Jó  , por coincidência o diminuitivo pelo que sou conhecido pelos amigos mais velhos e família, chega bem para  mostrar o carácter dessa entidade que se diverte a atormentar os seus “filhos” só para os testar e mostrar poder, uma coisa  atroz. E além do Jó temos também entre outros o demente Abraão, que nível de perturbação mental é preciso ter para ouvir uma voz que diz “mata o teu filho” e dispôr-se a fazê-lo? Hoje em dia uma pessoa assim seria internada compulsivamente, há 3000 mil anos esse episódio fez parte da fundação de uma religião.

Quando voltar a Lisboa, seja para sepultar o meu irmão seja para o abraçar e regozijar-me com o seu regresso do limbo onde está, hei-de querer falar com um ou dois dos  padres que por lá gravitam, todos habituados a pregar aos fiéis, a falar sem contraditório para pessoas que aceitam “é mistério e não podemos saber” como explicação. Tenho  perguntas sérias a fazer-lhes, entre elas “nunca lhe ocorreu a possibilidade de estar aqui a continuar  uma tradição milenar de enganar as pessoas dizendo que é para o bem delas?” e  “o que é que tem contra o desenvolvimento de um raciocínio lógico?” .

Acredito que está a ser feito tudo o que é humanamente possível para salvar o meu irmão e tenho uma esperança ,  minúscula  , que se salve, quer dizer, que volte  como pessoa autónoma, pensante, comunicante  e actuante. Imaginá-lo numa cama como uma planta, indefinidamente, é demasiado terrível, espero muito que não cheguemos aí.

 

 

 

 

Apaguei um artigo que escrevi ontem sobre o poder da oração. Tenho nesta altura um irmão com prognóstico reservado e dezenas de familiares a rezar com convicção, tornar a dar agora a minha opinião sobre a oração não  ajudava nada.

Dia de Portugal

Às oito da manhã estava a carregar no carro uma ovelha com um cordeiro , para levar para uma terra a um quilómetro e meio. Tem sarna, acho eu que tem sarna, está-lhe a cair a lã toda. Desparasitei-a , e ao pequeno, e separei-os das outras. Queria ver se não tinha uma contaminação geral de sarna, até porque ao que sei também se pega aos cães e às pessoas. Daí fui mudar de sítio a mundialmente famosa ovelha negra e o seu cordeiro, que já está maior do que ela mas ainda mama. Essa ovelha é levada da breca e se não estiver numa terra de vedação sem falhas encontra sempre um buraco, e lidera as outras nas fugas.Já me custou muitos quilómetros a pé e alguns vizinhos chateados com a invasão. Agora levei-a para a Costa, juntar-se a outras 13 que lá estão e onde as pastagens estão bem vedadas.

Com isto era quase meio dia, fui encontrar os turistas do dia, saber se estava tudo bem. Está tudo bem e demora-me  cinco minutos. Depois de almoçar fui para o porto, ia-se arriar o Formosa. Na semana passada o mastro do S.Pedro partiu num treino , agora vai ter que se fabricar um novo , de um tronco de criptoméria, e  até lá o S.Pedro fica varado. Agora também  faço parte da tripulação do  Formosa e vou ao campeonato,  que é na Graciosa. Além das saídas para o mar há sempre que fazer no Clube Naval, que como me lembram várias vezes, não é só botes baleeiros.

A saída foi muito boa, pela primeira vez estava a tripulação toda que vai à Graciosa, estava uma tarde belíssima e a cada vez que se sai melhora-se e aprende-se. Não estou nada ansioso por causa do campeonato, primeiro porque não sou eu o oficial, depois porque não andamos aqui para ganhar regatas , só manter aqueles botes a navegar e conseguir levá-los à rampa para participar e marcar presença com os outros todos já é um objectivo que se alcança. Também é importante ter mais uma actividade saudável para os mais novos e menos novos e dar animação ao porto , que tem tido uma dúzia de iates e onde já se nota , finalmente, que o Verão chegou.

Ainda fui à Ponta da Fajã, a pretexto de levar umas cervejas artesenais a uns amigos porque anda mouro na costa e mais não digo. As hortências estão prestes a explodir e o trânsito aumenta a ponto de se verem três carros em fila para entrar num cruzamento.

E ao fim do dia é que fui ver as notícias, e por “notícias” quero dizer o twitter e alguns sites de jornais. Vi que a selecção nacional ganhou outra competição, já jogam sem eu saber em competições que eu nem sabia que existiam , mais um sinal claro de que estou quase curado na doença da bola.

Nem vi nem soube de cerimónias comemorativas, aquela pompa do Estado que só serve para o Estado de glorificar a si próprio e suscitar admiração e respeito. Nenhuma daquelas almas penadas, insignes representantes do Povo, podia dizer ali nada de verdadeiramente relevante ou novo, estão ali só para que  nos lembremos que o Estado e a Nação são eles. De resto o Povo, sendo feriado e havendo festa, “adere”.

Li o discurso do João Miguel Tavares, que foi aclamado por toda a gente lúcida e sensível e criticado por alguns  pirrónicos por uma questão de princípio. Não me lembro de um discurso assim, um retrato tão claro e simples do nosso país, mas também é verdade que não presto assim tanta atenção aos discursos do 10 de Junho. É pena que não passe de um discurso e também duvido que mesmo que  fosse feito por um Primeiro Ministro convicto alguma coisa de fundamental fosse mudar.

Gosto muito de ser português, gosto de viver aqui e não me imagino em mais lado nenhum mas não tenho orgulho particular nisso, especialmente porque não escolhi ser português e é estranho ter-se orgulho num acaso.

Por outro lado, o país é feito por todos nós, a soma das nossas vontades, acções e interacções, culturas, pensamentos, ideias e trabalho e creio que tal como nos castigamos e reprovamos como país nas misérias também é legítimo sentirmos algum orgulho quando vemos as coisas de que gostamos em Portugal. É preciso cultivar essas.

Afinal não

Não há nada como realmente, já dizia o outro, e se mais vezes fizéssemos uma pausa de 24 horas entre pensar uma coisa e dizê-la ou publicá-la provavelmente arranjaríamos menos problemas e inconveniências. Foi com isso em mente que desisti de elaborar aqui sobre a proprietária absentista para a qual trabalho, cuidando-lhe dos jardins e recebendo os turistas nas casas de alojamento local.

questões mas está tudo controlado e se não me falhar a paciência e continuar a cumprir com atenção e zelo as minhas obrigações está tudo encaminhado para me tornar indispensável. Será talvez um exagero mas eu sou o último de uma lista grande que entre o jardim e o AL já tentaram e desistiram, saindo com reclamações fortes. É uma pessoa, pedindo emprestada a descrição de meia dúzia desses ex empregados, difícil.  Se calhar dou-me bem com ela porque sou outra pessoa difícil e toco-lhe na sua germanidade por gostar de ordem nas coisas e ser eficiente, curto e seco .

Além do mais tenho uma vantagem muito grande que sempre me ajudou em todos os empregos que tive, e não foram poucos:  saber o meu lugar e agir de acordo, uma perícia que escapa a muita gente nesta idade de “colaboradores” , “assistentes” , “parceiros” e  justiça social sonhada e militante em que toda a gente, impelida pelos Gustavos Santos deste mundo, acha que é muito especial e talentosa e insiste em marcar posição, mesmo quando o pior que pode fazer para a sua posição é querer marcá-la.

Se me é permitido das uma sugestão aos empregados   (não se aplica a funcionários públicos por razões óbvias): se estão verdadeiramente interessados no sucesso da empresa em que trabalham, antes de começarem a esboçar planos de melhoramento, análises de desempenho dos colegas e a dar sugestões sobre as operações, certifiquem-se de que estão a cumprir todas as vossas obrigações sem falhas. Perdi a conta a experiências pessoais e em segunda mão em que uma pessoa usa as falhas da organização ou dos colegas para justificar um desempenho fraco ou mediano. É melhor para a paz de espírito e satisfação do empregado antes de mais certificar-se de que a sua parte está feita e bem feita, e  depois disso, sendo caso,  oferecer sugestões ou apontar problemas. E a forma melhor de apresentar uma sugestão ou reclamação é  “eu acho que o meu serviço seria melhor se…”

Isto é uma observação e sugestão  pessoal, não sou coach e o que percebo de sociologia do traballho é mais por ter trabalhado do que por ter estudado sociologia.

 Noutras notícias, há bocado passei pela oficina para ver o meu carro que está em coma há 50 dias e até me emocionei, estava a trabalhar. Ainda não está concluída a ressuscitação mas só ouvi-lo a trabalhar, quanto me tinha sido dado como morto e me tinha sido dito “compra um motor novo”, deu-me uma alegria enorme. Já vejo  o fim a este martírio, passe o exagero grotesco, de andar de scooter alugada e depender de amigos para levar o gás a casa, como ontem, ou trazer ração para os animais, como vai acontecer amanhã. Já sei que há mais peças a substituir , como é normal num carro com 23 anos mas está quase a poder voltar a circular, não há nada tão bom para darmos valor ao que temos como perdê-lo, e se recuperamos é uma alegria ainda maior.

PS: Ainda não sei se é a sério ou uma piada mas li que um ser que responde ao nome de José  Castelo Branco está a preparar uma candidatura a um cargo político. Espero que seja uma piada.