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Afinal não

Não há nada como realmente, já dizia o outro, e se mais vezes fizéssemos uma pausa de 24 horas entre pensar uma coisa e dizê-la ou publicá-la provavelmente arranjaríamos menos problemas e inconveniências. Foi com isso em mente que desisti de elaborar aqui sobre a proprietária absentista para a qual trabalho, cuidando-lhe dos jardins e recebendo os turistas nas casas de alojamento local.

questões mas está tudo controlado e se não me falhar a paciência e continuar a cumprir com atenção e zelo as minhas obrigações está tudo encaminhado para me tornar indispensável. Será talvez um exagero mas eu sou o último de uma lista grande que entre o jardim e o AL já tentaram e desistiram, saindo com reclamações fortes. É uma pessoa, pedindo emprestada a descrição de meia dúzia desses ex empregados, difícil.  Se calhar dou-me bem com ela porque sou outra pessoa difícil e toco-lhe na sua germanidade por gostar de ordem nas coisas e ser eficiente, curto e seco .

Além do mais tenho uma vantagem muito grande que sempre me ajudou em todos os empregos que tive, e não foram poucos:  saber o meu lugar e agir de acordo, uma perícia que escapa a muita gente nesta idade de “colaboradores” , “assistentes” , “parceiros” e  justiça social sonhada e militante em que toda a gente, impelida pelos Gustavos Santos deste mundo, acha que é muito especial e talentosa e insiste em marcar posição, mesmo quando o pior que pode fazer para a sua posição é querer marcá-la.

Se me é permitido das uma sugestão aos empregados   (não se aplica a funcionários públicos por razões óbvias): se estão verdadeiramente interessados no sucesso da empresa em que trabalham, antes de começarem a esboçar planos de melhoramento, análises de desempenho dos colegas e a dar sugestões sobre as operações, certifiquem-se de que estão a cumprir todas as vossas obrigações sem falhas. Perdi a conta a experiências pessoais e em segunda mão em que uma pessoa usa as falhas da organização ou dos colegas para justificar um desempenho fraco ou mediano. É melhor para a paz de espírito e satisfação do empregado antes de mais certificar-se de que a sua parte está feita e bem feita, e  depois disso, sendo caso,  oferecer sugestões ou apontar problemas. E a forma melhor de apresentar uma sugestão ou reclamação é  “eu acho que o meu serviço seria melhor se…”

Isto é uma observação e sugestão  pessoal, não sou coach e o que percebo de sociologia do traballho é mais por ter trabalhado do que por ter estudado sociologia.

 Noutras notícias, há bocado passei pela oficina para ver o meu carro que está em coma há 50 dias e até me emocionei, estava a trabalhar. Ainda não está concluída a ressuscitação mas só ouvi-lo a trabalhar, quanto me tinha sido dado como morto e me tinha sido dito “compra um motor novo”, deu-me uma alegria enorme. Já vejo  o fim a este martírio, passe o exagero grotesco, de andar de scooter alugada e depender de amigos para levar o gás a casa, como ontem, ou trazer ração para os animais, como vai acontecer amanhã. Já sei que há mais peças a substituir , como é normal num carro com 23 anos mas está quase a poder voltar a circular, não há nada tão bom para darmos valor ao que temos como perdê-lo, e se recuperamos é uma alegria ainda maior.

PS: Ainda não sei se é a sério ou uma piada mas li que um ser que responde ao nome de José  Castelo Branco está a preparar uma candidatura a um cargo político. Espero que seja uma piada.

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