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Um bolo para a festa

Amanhã vou fazer um bolo de cenoura porque ganhei uma aposta. No princípio do temporada fez-se uma pool no restaurante sobre quantos clientes se iam servir a cada mês. Eu acertei no número, mas este é um tipo de aposta em que quem ganha, além de ver reconhecidos os seus dotes para previsões  e estimativas,  também leva no fim desse mês uma “coisa” para a cozinha, tipo pizza ou um bolo ou seja lá o que for. Uma comida. Eu acho bem, só tenho pena é de não ter percebido logo que quem ganhava é que trazia alguma coisa, é inovador e informou-me bem sobre a técnica a escolher para a minha previsão de Agosto.

Bom, pensei no que é que eu gosto e que esteja ao meu alcance fazer e decidi fazer uma torta de cenoura. Depois fui ver uma receita de torta de cenoura e decidi que o enrolar da coisa podia perfeitamente ser a desgraça de algo que até nem parece muito complicado, e optei por um bolo, é mais seguro.  Como não tenho forno, pedi no restaurante se me deixavam usar o de lá, e uma forma. Claro que sim. Depois pedi se também tinham alguma farinha que me emprestassem, e açúcar e fui até ao fim na rábula da Sopa da Pedra,  até eles se prontificarem a fazer-me o bolo. Ri-me muito mas  eles são alemães, não só não conheciam  a história do frade e da sopa da pedra como nem acharam assim muita piada quando lha contei, nem à minha brincadeira. Se os alemães dependessem do sentido de humor para o seu sucesso como povo e país estavam bem tramados.

No dia 9 é o aniversário do “patrão” e cozinheiro e o restaurante está fechado para uma grande festa. Não vou, não é que eu esteja a contar mas nos últims 68 dias passei lá 62 tardes, ainda me faltam 49 e não é propriamente o sítio onde eu queira ir passar o fim de tarde e a noite , tendo opção. O aniversariante, vejo-o todos os dias, vou levar umas Ovelhas Negras que reservei como prenda e dou-lhe um grande abraço na noite anterior, enquanto comemos o bolo de cenoura. A festa vai ser , como de costume, o encontro da comunidade imigrante e veraneante regular, 90% estrangeiros. Também com esse grande e alegre grupo por vezes me vacila a paciência, e cada vez tenho mais reservas quanto à maneira como está a evoluir o turismo.   Estou sinceramente à espera que este verão termine.

O meu cão costuma ir dar uns passeios à noite. Tem a sua volta regular que faz a maior parte das vezes em corrida e implica passar por umas casas. Nunca foi um problema antes , eu não gostava muito porque atravessava a estrada duas vezes mas à noite nunca há ninguém. Mas agora tenho um AL aqui ao lado  (a propriedade na qual sou jardineiro) , e o espectacular e bem mantido relvado tem também assadores e todos os turistas lá passam, com as suas criancinhas, tardes e noites.  É por aí que o Rofe passa a correr nas suas fugas , ontem lá se escapou e passados 30 segundos ouvi uns gritos terríveis vindos lá de cima e umas criancinhas a chorar. Depois não ouvi mais nada, vim à estrada, lá vinha o cão pela berma a caminho de casa. Tenho a certeza de que cão não magoou ninguém, deve ter apanhado um susto com os gritos do homem, que eu sei quem é, tem uma deficiência ou lesão mental qualquer , reagiu a ver um cão  como se o cão lhe estivesse a abocanhar a garganta. Ainda assim sei bem que há muitas pessoas com fobias e que o Rofe pode meter medo mesmo só por passar a correr. Têm que se acabar as escapadelas nocturnas.

Não há prémio para quem encontrar a ovelha nesta foto.

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