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Uns e os Outros

Uma moça daqui está de férias escolares e queria ir trabalhar num restaurante à noite. Os donos do restaurante são pessoas que fazem tudo direitinho  e foram inscrevê-la para pagar a contribuição para a Segurança Social. Foi informada de que se fizesse esse trabalho, mesmo que em part time nas férias, perdia o direito à bolsa de estudo que tem.

Uma bolsa de estudo é incompatível com um part time nas férias, assim se criam gerações de dependentes do Estado e se sufoca a iniciativa. Por outro lado aposto tudo o que quiserem que  o director geral do Departamento do Raio Que os Abrase a Todos pode legalmente e tranquilamente ter os seus negócios particulares e continuar a receber prestações, tipo ajudas de custo ou abono de família.

Exemplo do dia,  o vereador do Bloco de Esquerda que em 2014 comprou um prédio à segurança social em leilão e hoje o pôs à venda por 17 vezes mais, sem no meio ter deixado de ralhar alto e bom som contra os especuladores imobiliários.

Em Portugal há dois tipos de regras e obrigações, umas para o povo, outras para os que apascentam o povo.

 

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8 thoughts on “Uns e os Outros

    • claro claro.Vai lá à CGD com rendimentos de 25k por ano e pede um crédito de meio milhão a ver o que ouves. Depois vai lá com o mesmo rendimento e dizes que é o dr X, vereador da camara de A , pelo partido B, a ver onde é que está a igualdade.

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  1. Pois…
    E apenas diferenca de tamanho. Poder. O feitio e o mesmo.
    Os vereadores sao parte do povo…o mesmo povo com quem fazem negocios.
    Os pequenos tambem roubam. Os que nao estao na politica tambem rou bam.

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    • Sim, claro que os políticos são feitos do mesmo material , têm a mesma cultura e as mesmas tendências. A questão é que têm mais acesso, mais vantagens e impunidade.Daí eu dizer que há regras para uns e outras regras para outros.

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    • Isso não me incomoda, o que me mete um nojo profundo é a hipocrisia desta canalhada que vive a enganar as pessoas com discursos moralistas e “de causas”. Este Robles, que fazia posts a condenar os excessos do AL ao mesmo tempo que comprava um prédio com condições “para políticos” e o anunciava à venda como “ideal para AL”, como se pode ver não só no anúncio como na divisão dos espaços depois das obras, atingiu um novo mínimo numa história cheia de mínimos.

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    • Mas eu reconheço duas categorias diferentes de moralistas : o cidadão comum que diz isto e aquilo e critica e aponta e que depois não tem acções conformes e aqueles com responsabilidades de liderança, tipo políticos, dirigentes ou clérigos, que têm capacidade de orientar e devem ser exemplo. A hipocrisia nos segundos parece-me mais grave que nos primeiros.

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