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Muitos Americanos e um Macaense

Num dia normal nem trinta  pessoas chegam a este blog, e apesar do aumento de audiência não fazer parte da lista das preocupações com isto, lista que aliás continua vazia ao fim de 11 anos, não resisto à curiosidade e vou vendo as estatísticas.

Ora, aqui há uns anos, talvez  meia dúzia, comecei a ter uma visita de Macau. Os anos passaram e quase todos os dias, senão todos mesmo, lá me aparece assinalado que alguém em Macau visitou isto . Quero agradecer a essa pessoa , no caso de não ser um bot, por achar isto tão interessante que faz quase parte da sua rotina diária. Um muito obrigado ao leitor/a macaense ou habitante do território, é a única viagem que lamento muito não  ter feito: visitado Macau ainda no tempo da administração portuguesa, não por algum saudosismo de império, por presumir encontrar lá muitos sinais de Portugal ou pensar que me podia desenrascar lá a falar português como noutras ex-colónias, era só  para ter a sensação física de estar do outro lado do Mundo numa terra nominalmente portuguesa. Aterrar (ou aportar…)  nos confins da Ásia no século XX , mostrar identificação portuguesa e seguir, devia ser uma sensação forte.  Essa  presença e administração  para mim era um fenómeno estranho, um anacronismo improvável, outra prova da excepcionalidade e durabilidade dos empreendimentos dos portugueses antigos.

Além do leitor/a  macaense  outra “irregularidade” das estatísticas é que, por alguma razão que gostava  bastante de conhecer, de há uns meses para cá tenho mais visitas dos Estados Unidos do que de Portugal. Por exemplo no momento em que escrevo isto tenho o retumbante tráfego de 14 visitas, 3 de Portugal, 10 dos EUA e a tal de Macau, tem sido sempre nesta proporção e isso já acho muito mais estranho do que ter um leitor regular em Macau.

Acho  bizarro  mas o que não me agrada muito é a possibilidade de haver  pessoas a ler isto  usando tradutores automáticos, que alguém pense que eu escrevo como aparece traduzido incomoda-me um pouco. Experimentem por exemplo introduzir expressões idiomáticas nos tradutores e hão-de se rir muito. Espero que não seja o caso, e mesmo que os leitores tenham consciência das insuficiências dos tradutores automáticos é chato porque apanham uma versão rasca e um tanto confusa destes textos.  Não sendo o caso, e não acreditando muito na coincidência de ter visitas às dúzias de americanos que falam e lêem português, que os há, resta a hipótese de serem emigrantes portugueses que deram com isto e gostaram…ou pelo menos acham interessante.

Uma saudação e agradecimento para  a pessoa de Macau e para esses  americanos, ou lusófonos a viver lá.  Também isto é globalização, e é por coisas assim que eu a aprecio.

2 thoughts on “Muitos Americanos e um Macaense

  1. Boa tarde Jorge Ventura.
    Como único leitor macaísta do seu blogue permita-me afirmar que não precisa de agradecer a minha assiduídade nas leituras dos seus escritos.
    Gosto, muito, do que escreve quer na forma quer na substância.
    Por outro lado, com as suas estórias rememorizo uma ilha onde passei um par de meses em trabalho.
    Continue, por favor, com esse bom hábito.
    Um abraço forte, do Delfim.
    P.S. Caso tenha curiosidade de conhecer-me, informo que na contas do Facebook sou o único Delfim em Macau.

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