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Carry On

Resultados algo  inesperados nas eleições no Reino Unido, os conservadores perderam a maioria parlamentar que há quinze dias pareciam favas contadas. Se por um lado  o Jeremy Corbyn perdeu as eleições, por outro (a sua interpretação) ganhou-as, é um fenómeno nosso conhecido . Ontem à noite muitos por cá sugeriam já uma contraption, geringonça em inglês,  pelos vistos uma criação  recomendável . Hoje sabe-se que não há  geringonça porque o partido mais votado vai mesmo formar governo, com o apoio do Unionistas da Irlanda do Norte, cuja principal política nesta altura é manter fora do governo um homem que era amigo do IRA .

Não estou nem satisfeito nem desapontado com o resultado, no que diz respeito à eEuropa a opção estava tomada desde o Brexit e mesmo que o Corbyn tivesse ganho e desatado a nacionalizar parte da economia, a aumentar os impostos, a construir uma mesquita transgénero orgânica em cada paróquia e a prometer educação e saúde gratuita a todos os povos oprimidos  do Mundo os britânicos iam lidar com isso. Há sempre perdedores.

Esta foto mostra várias coisas que eu admiro na Grã Bretanha : eleições livres às quais qualquer cidadão pode concorrer e  contacto obrigatório dos deputados com os seus constituintes ( Theresa May é a da esquerda, tem que ir ao seu “concelho” no dia das eleições primeira ministra ou não) . E depois admiro a capacidade ímpar que têm de se  rirem deles próprios e de lidar com o ridículo.

democracy

Um candidato foi vestido de Elmo ( à esquerda) , o senhor de branco é o presidente do Monster Raving Loony Party , e a figura do meio é um independente que concorreu com o nome de Lord Buckethead.

A Inglaterra  e o resto da Grã Bretanha, estão muito diferentes  do país um tanto idealizado que me atraía já em pequeno e que continuei a admirar  depois de 20 anos a conviver e  trabalhar para e com britânicos, a passar lá bastante tempo e a ter feito belas amizades. Não tenho palpites sobre o futuro do Reino Unido mas sei que têm uma lista de problemas enorme sendo o maior a negociação do Brexit e outro o terrorismo , misturado com a questão da imigração, e num cenário em que, dizem especialistas que já se enganaram antes, o crescimento económico vai sofrer,logo, menos dinheiro, logo , todos os problemas se agravam.

Nunca fui grande adepto do multiculturalismo, acho que há questões de identidade importantes que não podem ser descartadas e que de qualquer maneira o multiculturalismo não se faz de imposições,  quotas, benefícios e intenções, faz-se do respeito e convivência fazendo toda a gente cumprir um lote de regras comuns e dando a todos o direito de manter e desenvolver partes da sua cultura que não estejam em conflito com a lei e os direitos alheios. Parece-me uma definição simples, a coisa emperra  quando se pensa que o multiculturalismo deve ser promovido como objectivo em si, sou contra isso.

Para outros anglófilos deixo aqui algo que encontrei há pouco e me tem entretido muito, um canal do youtube com clips de um programa da BBC chamado QI , Quite Interesting, apresentado pelo Stephen Fry que tinha um painel de comediantes convidados e era tipo concurso, perguntas por pontos. Tal como a foto em cima, o programa é outro pedaço de bristishness concentrado: clássico e ridículo, sofisticado e pateta, fleumático e bem disposto, culto e disparatado, nostálgico e progressivo.

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