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Je ne suis pas Charlie

Não basta dizerem que são Charlie Hebdo se não fazem absolutamente nada do que a Charlie Hebdo fazia e dizia . O facebook e os jornais estão entupidos  de gente que diz “sou Charlie Hebdo” e depois tem vergonha ou medo de dizer o que pensa , não vá chocar alguém , ser politicamente incorrecto ou entendido como provocador ou intolerante. Ou então dizem porque os outros todos dizem , é a tendência do momento. “Bring back our girls” , lembram-se? Ainda lá estão , as meninas nas mãos dos selvagens , mas despareceram  os cartazinhos. 

Da minha parte , digo que as Religiões são uma aldrabice milenar ; que o Islão gera mais violência que as outras todas juntas e é uma ameaça real e presente ao modo de vida Europeu ,  que não aprecio as culturas e sociedades muçulmanas e quero distância delas. Retenho a minha opinião sobre o Maomé porque podia parecer insulto gratuito , mas não é nada boa e se algum muçulmano mais exaltado achar que , como blasfemo além de infiel  , mereço uma lição  , moro na Avenida do Emigrante  , sem número , Lajes das Flores , ilha do mesmo nome , admitidamente é mais fácil dizer isto vivendo aqui do que no Martim Moniz , porque nenhum extremista se daria ao trabalho de vir aqui  conceder-me importância . Além disso tenho um cão grande e mau para os maus , que não deixa ninguém chegar a 50 metros de mim sem dar sinal , e não falo das armas , para todos os efeitos não tenho armas. É triste um mundo em que um gajo até põe a possibilidade de ser atacado pelo que diz ou acredita.

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Nesta altura estimo que já se tenham perdido ilusões de paz e harmonia e integração. Onde houver 100 muçulmanos previnem-se facilmente extremistas , onde houver mil talvez não se previnam mas identificam-se , se houver um milhão não há hipótese nenhuma de prevenir nem controlar ovelhas negras , armadas até aos dentes e prontas a matar. A Europa tem que viver com isto , e das duas uma : ou  tudo continua como está e vai continuar a morrer gente por fazer ou dizer alguma coisa que desagrade ao Islão , ou algo tem que mudar na maneira como se lida com o islamismo na Europa. A extrema direita francesa quer fechar as fronteiras e re-instaurar a pena de morte. Sou contra as duas,  nenhuma resolvia o problema.Do lado da extrema esquerda só se ouvem alarvidades como a inenarrável Ana Gomes a dizer que a austeridade   gera terrorismo , claro que não oferecem solução nenhuma. No meio  ficam os políticos do costume , o centrão dos governos , a suar para não dizer nada que possa sequer cheirar a controverso e a fazer menos ainda. Ah  , fazem alguma coisa: levantam um cartazinho a dizer “Je suis charlie”.

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8 thoughts on “Je ne suis pas Charlie

  1. Não sei bem se passo a vida a queixar-me de que as pessoas não fazem nada mas se tens essa ideia , ok . Queixo-me
    às vezes de que o políticos não fazem nada , porque tenho a ideia , admitidamente rebuscada , que a função deles é de facto fazer alguma coisa , propôr soluções , mostrar direcções e não é isso que vejo , por cima das platitudes e dos discursos vazios. Também acho que devemos cobrar aos políticos a inércia , mas se calhar não o devia fazer sem fazer algo primeiro.
    O que eu faço perante um ataque destes à civilização e liberdade é exercer a minha própria , o mais alto e publico que posso , e exerço-a não a copiar uma declaração colectiva e vaga de solidariedade mas comprometendo-me com as minhas crenças e afirmando as minhas convicções , certas ou erradas.

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  2. Terminei com esta frase : “No meio ficam os políticos do costume , o centrão dos governos , a suar para não dizer nada que possa sequer cheirar a controverso e a fazer menos ainda. Ah , fazem alguma coisa: levantam um cartazinho a dizer “Je suis charlie”.”

    Parece-me uma queixa dos políticos.
    Quanto ao comum mortal como eu e tu , não aprecio muito manifestações de solidariedade por arrastamento , que já vêm formatadas e só obrigam a publicar uma foto ou slogan durante uma semaninha ou assim , causas descartáveis até à próxima tragédia . Compreendo bem que muita gente queira manifestar alguma coisa e não saiba como , pelo que é conveniente juntar-se ao resto e o facebook dá um jeitão .

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  3. eu tb n tenho mto saco pra grandes manifestações virtuais, mas acho bonito o gesto e sei que naquele momento as pessoas pensam no acontecimento. Numa dessas manifestações solidárias que não servem pra nada acabou-se com a matança em Timor e o domínio a Indonésia

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    • Pois foi , aquilo no instagram e facebook foi como fogo no mato , toda a gente aderir. e o que se disse nos blogs , ui , a mobiliziação.
      Não , nessa altura de Timor indignares-te e apoiar a causa implicou sair à rua , ficar lá , protestar fisicamente , à porta das embaixadas , nas praças , no raio que fosse , mas não foi por solidariedade de rede social nem foto de perfil que se influenciou alguma coisa. Encontra outro caso de sucesso , que deve haver , mas esse exemplo não dá.

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  4. Se o contraste entre o que vejo nos perfis das pessoas online e o que vejo no dia-a-dia não fosse tão grande, nem me afectavam estas solidariedades em cadeia. A gratificação que a indignação conjunta traz é bastante. É por isto que me incomoda essa solidariedade por corrente. Nada que envolva plano trará tanta gente. Arranjar um plano para que nenhuma criança da nossa rua vá para a escola sem pequeno-almoço é complicado; dar conta desse problema implicaria projecto, o antes, o durante e o depois, mas nem tem importância, porque de assuntos desses há decerto alguém a tomar conta. Estamos sempre à borda do alguém. Quanto mais longe o problema, mais sentido faz que o alguém não seja um de nós. Serve então o problema não para ser encarado, mas para equilibrar a consciência; serve a frase que corre não para mostrar que o assunto é de todos, mas para gratificar quem até queria fazer alguma coisa, mas alguém já deve estar a fazer por isso, com certeza. É o brincar ao faz de conta. Dá para ir vivendo com a ideia de que se é mesmo boa pessoa.

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