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Voos e políticos “low cost”

Está por poucos  meses o fim do monopólio da SATA nos voos para os Açores , finalmente fez-se a liberalização necessária para a concorrência trabalhar e os consumidores terem mais escolha e preços mais baratos . Anda toda a gente entusiasmada por aqui porque  a SATA actualmente cobra por um voo Ponta Delgada – Lisboa  250€ ( vai-se por menos a Bratislava) enquanto que Easyjet e Ryanair propõem o mesmo na casa dos 70€. A esses juntam-se uns 30 da bagagem ( desconfio que a maioria das pessoas aqui ainda não percebeu que é o preço do bilhete afixado mais a bagagem ) mas  ainda assim parece que vão ser capazes de fazer a coisa por metade do que faz a SATA , que é suposto  nos transportar   como serviço público , razão de resto invocada para os prejuízos perenes da transportadora.

Já ouvi hoje na rádio o chefe do CDS PP insular a fazer a sua politicazinha low cost com esta questão das linhas aéreas  Low Cost , o homem está agastado porque a Easyjet só vai de e para Ponta Delgada.  Então e a Terceira? E o Faial? Isto é de um centralismo terrível, vai contra os princípios equitativos da autonomia , prolonga a macrocefalia da Região , bla bla bla. Acho bastante piada a isto primeiro porque nada de bom pode passar por estas pessoas  sem que se apresente um mas... , e não me refiro só ao CDS , refiro-me a todas as oposições , que acham que basta isso , oporem-se sistematicamente , para servirem quem votou neles.  Depois acho mais piada ainda porque  o homem critica  o governo por uma decisão do mercado , ou seja , na maneira como este pessoal  pensa não é a Easyjet que escolhe para onde quer voar , é o Governo que especifica as rotas e devia ter ordenado à Ryanair que voasse talvez para o Corvo . E claro , a invejazinha tão portuguesa , um Terceirense inflama-se ao ver coisas em S.Miguel que não há na Terceira . Tenho a impressão que no mesmo dia em que os Açores fossem independentes montava-se na Terceira ou no Faial uma campanha separatista contra o centralismo micaelense.

A segunda notícia interessante foi a chegada ao arquipélago do navio patrulha “Figueira da Foz” , um dos dois novos que temos.   São boas notícias porque a imensidão da nossa ZEE precisava de mais dez barcos destes , meia dúzia de helicópteros  mais uma ou duas fragatas e o submarino por aqui em permanência. As pessoas ouvem falar em submarinos e lembram-se mais do Portas e de mafiosices  do que do que realmente faz e vale um submarino , mas também não vem aqui ao caso. Os críticos permanentes da despesa nas Forças Armadas  que acham que a Marinha é muito cara deviam por exemplo explicar às mais de 300 pessoas da ilha do Fogo que mandámos para lá uma fragata para os ajudar na desgraça da erupção vulcânica , mas contrariados , porque é muito caro e se fôssemos nós a mandar já tínhamos acabado com o dinheiro para os brinquedos para os rapazes , como carinhosamente a esquerda se costuma referir ao equipamento militar.

A madrinha do “Figueira da Foz”  é Berta Cabral , que como a Ryanair e a Easyjet também cai no segmento Low Cost , designação que pode abarcar tudo o que é feito com o mínimo custo para atingir o serviço mínimo , numa transportadora aérea esse mínimo é levar passageiros de A para B , na política parece-me que o mínimo é alguém que assuma o cargo para que tudo fique como está e não haja ondas nem  surpresas Temos muitos políticos low cost , e só incluo a dra Berta Cabral nesta categoria por causa do seu cargo actual , Secretária de Estado da Defesa .  Como é muito fácil de verificar , quando foi nomeada a senhora tinha  um percurso ,  experiência , trabalho e conhecimento na área da Defesa igual ao meu  , ou seja , inexistente .Nada a  indicava para esse cargo além do facto de na altura estar vago e de ela precisar de uma posição. É assim a política low cost. 

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7 thoughts on “Voos e políticos “low cost”

  1. olha, honestamente, eu, tal como o comum mortal, não percebe para que se gastou não sei quanto em submarinos, se quer pra que servem. à primeira vista parece um gasto desnecessário e tal. o mal dos governos é não explicarem as coisas às pessoas. É partir do princípio que toda a gente é do contra ou não percebe. Se a compra da porra dos submarinos é honesta, expliquem-na, Não é dar justificações, como é óbvio, aí viraria o caos, mas explicar a necessidade, dado o custo enorme da compra…

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  2. Não tenho dúvidas de que a compra dos submarinos não foi honesta , até se não me engano na Alemanha foi gente para a prisão por isso, e também gostava muito de ver ir alguém ir pelo mesmo caminho cá , mas isso é uma questão diferente da necessidade ou não e da utilidade de ter submarinos.

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  3. …e já agora concordo plenamente que um dos principais defeitos dos governos é não explicarem as coisas às pessoas . Ás vezes não lhes interessa , outras se calhar acham que “não vale a pena” e outras ainda se calhar não percebem que é fundamental. E depois a comunicação social também não comunica lá muito bem , pelo menos a parte dela que chega a toda a gente.

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  4. Finalmento vou aos Açores (prepara a cerveja, ehehe tou brincar no que à cerveja diz respeito mas aos Açores agora hei-de ir).
    P.S. Sou a favor dos submarinos e até porta aviões.
    Abarço

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